A medicina que une terapias é a maior relação para a cura

Abordagem médica mais consolidada em continentes como Europa e principalmente América do Norte, a medicina integrativa ainda é pouco conhecida do público brasileiro.

O conceito, em vez de ser reativo e se basear nos diagnósticos e o simples tratamento de doenças e seus sintomas, busca ter um olhar mais aprofundado sobre o paciente – que é foco em seu  corpo, mente e espírito.

“Se você tem tosse vai em um pneumologista, se é dor em algum local, no ortopedista. Vai juntando receitas de vários médicos e no fim ninguém olha você como um todo”, diz a médica Joana Iarocrinski, que tem um consultório de medicina integrativa em Curitiba e também coordena a UPA do Campo Comprido.

Segundo Joana, o objetivo é compreender o paciente: o que ele faz, o que come, e atuar na prevenção e mudanças de hábitos de vida, e com isso evitar o surgimento de doenças.

Para alcançar os resultados, as terapias usadas são as mais diversas, indo além dos medicamentos, que não são a primeira opção quando existem alternativas.

“O tratamento é multidisciplinar e personalizado. Se evita a ideia se usar remédios e, sempre que possível, se associa a suplementação celular, acupuntura, ioga, o que tiver benefício comprovado e se encaixar no tratamento”, explicou a médica, que dá ênfase na atenção dada ao paciente, com consultas que duram cerca de duas horas.

“Não é medicina alternativa, e sim integrativa”, lembra ela, que reconhece que o conceito ainda ‘engatinha’ no país, com a maioria dos adeptos tendo formação no exterior, como ela, especializada nos EUA.

Os fundamentos de universidades norte-americanas, aliás, formaram a base para a pós-graduação de Bases da Medicina Integrativa do Albert Einstein, em São Paulo, curso pioneiro no país criado há menos de uma década.

“É uma área emergente, nova e com demanda crescente”, diz o coordenador Paulo de Tarso Lima, que também é médico e cirurgião no hospital paulista.

Para ele, a abordagem orientada à cura não é só no sentido da ausência da doença, mas na oferta de bem-estar, ‘com tudo que há de melhor na medicina convencional bem como terapias complementares que tenham evidência científica de alta qualidade’. “O auto-cuidado, a participação ativa do paciente é muito importante”, acrescenta.

Fonte: Jornal Metro: https://www.metrojornal.com.br/saude-e-bem-estar/2017/05/15/medicina-que-une-terapias-e-maior-relacao-cura.html